• Napolitano como meu pé

Livro | Yes, Please (Amy Poehler)


Eu mal chego aqui no Napolitano e já venho contando sobre meus gostos e minhas vontades e a Natália vai ter que aceitar que assim que eu sou mesmo e vocês agora estão para conhecer o meu maior vício em séries de comédia: Parks & Recreation.


\”Mas Glízia, você tinha que falar da autobiografia da Amy\”

Eu sei, mas senta que lá vem história.

Eu sempre quis assistir Parks&Rec porque, primeiramente, um dos meus memes favoritos veio da série. Depois porque eu acabei por me apaixonar pelos atores, não só os principais, como a Amy Poehler, o Adam Scott (o noivo da Amy Adams em Leap Year, atualmente em Little Big Lies -HBO), a Rashida Jones (roteirista de Divertidamente e Toy Story 4), Aubrey Plaza (Ingrid Goes West, Child\’s Play 2019), Nick Offerman (Good Omens), Chris Pratt ( MCU) e Ben Schwartz (Zezinho no Ducktales novo, Sonic no filme de 2019). Eu simplesmente adoro acompanhar a carreira deles e foi onde tudo começou.



Quando você começa a acompanhar seus artistas favoritos você acaba querendo consumir tudo aquilo que produzem. Já perdi as contas de quantos amigos que gostam do Jake Peralta e foram escutar The Lonely Island. Quantos amigos meus não foram assistir Good Omens sem nem saber direito da história simplesmente porque teria o David Tennant no papel principal. E isso é ok! E foi por isso que eu quis comprar essa edição de Yes, Please.


Eu sabia pouca coisa sobre a Amy até colocar as mãos no livro. Eram coisas básicas como saber que ela tinha dois filhos, que ela foi casada com outro ator comediante, que ela era uma das cabeças pensantes por trás de P&R. Mas o livro me mostrou um outro lado dela.


Construído na base de um stand up, Amy Poehler escreve sobre como foi chegar até o Saturday Night Live e então tentar alavancar uma carreira televisiva com direito a ser reconhecida como imitadora de Hillary Clinton. Também conta como é passar por um divórcio em meio ao final de um dos seus maiores projetos de carreira. Conta sobre seus problemas pessoais e em como é muito feliz pelas pessoas que tem em sua vida.

De uma forma divertida ela conta como foi lutar, mesmo se reconhecendo dentro do padrão esperado, contra sua própria cabeça e sua baixa autoestima para chegar no SNL. Em como ela construiu uma longa e maravilhosa amizade com Tina Fey desde essa época e que dura até hoje.


Não é uma biografia que irá mudar a sua vida ou será inspiradora. Nem é o objetivo de Amy ao escrevê-la. Amy quer se apresentar agora que é reconhecida como atriz. Agora que as pessoas também a vêem como a ex esposa de Will Arnett (BoJack Horseman) e alguém sem emprego pois Parks & Recreation tinha acabado de entrar no fim de sua última temporada.

Essa é uma biografia para quem só quer passar um tempo conhecendo um pouco mais sobre ela e quer dar risada sobre as histórias malucas que ela cria e conta. Então também nem tenho muito o que falar sobre o livro, ou a história ou a escrita. Apenas que é uma experiência muito gostosa ler a Amy falando sobre ela não só sob o olhar dela, mas também de amigos e dos pais.



Por último, fica a minha recomendação: assista Parks & Recreation. A primeira temporada é horrível, mas foi porque eles gravaram tudo sem nem ter mostrado o piloto pra ABC porque a Amy estava grávida. Mas sério, depois fica maravilhoso.

#AmyPoehler #Autobiografia #LiteraturaAmericana